O levantamento planialtimétrico ou mais comumente conhecido como topográfico é a medição do perímetro planificado do lote e o levantamento das diferentes alturas, ou melhor níveis, encontrados no terreno. Existem terrenos em declive, ou seja, da frente para os fundos os níveis diminuem, configurando altura negativa e em aclive, que é ao contrário, da frente do terreno para trás, o terreno sobe, aumentando a altura dos fundos em relação à frente.

O principal motivo para fazer esse levantamento é para ter certeza que aquilo que diz o documento da propriedade se comprova no terreno físico. Porque é importante: a prefeitura, representada pelo departamento de urbanismo, só permite a aprovação de um projeto em que se prove o domínio sobre aquele pedaço de terra. Qualquer divergência que

exista será necessária uma análise prévia com um arquiteto ou engenheiro e assim, quando necessário, realizar a retificação do lote em questão.

A prefeitura não permite o uso do pedaço de terreno que não prove domínio. Os documentos e a área física devem apresentar as mesmas informações. Outro motivo importante é fazer um projeto adequado para o terreno em questão. Tendo o documento em mãos se passa a ter conhecimento de todos os vértices do terreno, se conhece o desnível do terreno e com essa informação se terá partido desses elementos para iniciar um projeto arquitetônico adequado para a condição física apresentada. Definições de subsolo, taludes, contenções, níveis da parte térrea entre outros são realizadas a partir do levantamento planialtimétrico. A busca por uma boa solução arquitetônica minimiza os custos da obra.

Existem outros elementos de suma importância que também são inclusos no levantamento planialtimétrico, são eles:

– posicionamento e circunferência de árvores existentes no lote ou no passeio;

– delimitações de áreas de bosque de preservação permanente;

– posicionamento de córregos e faixas de drenagem ou tubulações existentes no lote;

– posicionamento da boca de lobo, postes de iluminação públicos, largura das calçadas e quaisquer outros elementos que interfiram nos acessos que estejam nessa calçada pública;

– posição do norte: o projeto arquitetônico deve levar em consideração a insolação do terreno. As definições dos ambientes internos da obra devem ser compatíveis com a insolação para que haja aproveitamento do sol, e em áreas como piscinas é fundamental que a incidência de sol seja constante.

– demarcação de cercas e muros;

– Realização dos cálculos de corte e aterro.

Além disso, se faz necessário locar obras na divisa, pois as obras já existentes na vizinhança influenciam no partido arquitetônico por interferirem na insolação do terreno. Caso já exista uma obra no próprio terreno e que será mantida, pelo levantamento é possível dimensionar a distância dessa obra. Com isso, podemos resumir que é um documento obrigatório para a obtenção do alvará de construção na prefeitura. Este trabalho deverá ser realizado por um profissional especializado, formado em engenharia cartográfica ou agrimensura.